Para Lester (2010, p. 21), a descarga excessiva de adrenalina nas pernas e nas mãos possibilita a você ter mais agilidade tanto para correr quanto para lutar.

Quando você corre ou luta, afastando ou eliminando a ameaça, a adrenalina vai reduzindo aos poucos, pois já teria cumprindo a sua função no organismo.

Agora já imaginou você fazer uma palestra correndo ou batendo em um saco de pancadas para não sentir as pernas ou mãos trêmulas? Quando
você sente medo ou se sente ameaçado e não corre ou produz movimentos para reduzir a quantidade de adrenalina, as suas pernas e mãos tendem a ficar trêmulas pelo excesso desse neurotransmissor.

Aqui você tem três saídas.

  • Uma é não se sentir ameaçado diante do ato de falar em público ou estando em um palco. Assim o cérebro não entende como ameaça ou perigo e não descarrega a adrenalina no seu corpo.  Normalmente pouco utilizada no início das tentativas.
  • A outra é, ao se sentir ameaçado, encontrar uma forma de descarregar a adrenalina com um saco de pancadas, enrolar um jornal e dar pancadas fortes na parede ou subir e descer correndo alguns degraus de escada. Enfim, fazer algum exercício de relaxamento. Aos poucos o seu cérebro pode reconhecer que falar em público ou subir ao palco não representa mais ameaça ou perigo para você.  A análise passa a ser trabalhada no córtex e no hipocampo, fazendo o caminho mais longo e mais ponderado. Lembra-se de quando falei disto em um dos artigos anteriores?
  • E a terceira e talvez a mais comum seja fugir da ameaça ou perigo e privar-se do prazer de falar em público. Pense muito antes de decidir pela terceira via. Muitos dos meus alunos optam por esta via e passam a vida perdendo grandes oportunidades.


Você já tem a primeira estratégia para ir trabalho o seu condicionamento pela técnica da exposição.

Gaste a adrenalina gerada pelo seu corpo. Assim irá relaxando ao longo da apresentação e o resultado melhorando, pois se sentirá seguro.

Sentido seguro, o seu cérebro não precisará mais de adrenalina para te deixar em estado máximo de alerta, onde fugir ou atacar, serão as únicas opções.

Caso você sinta este tipo de reação, vamos testar esta técnica? Conte-me se deu certo. Como foi.

Até o próximo artigo, no qual falarei sobre a aceleração dos batimentos cardíacos.

Falar bem, que mal tem?

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Até!

Leia os artigos anteriores da série:

1- Porque sentimos medo?

2- O atalho nem sempre é um bom caminho

3- Todo caminho me leva a único ponto: Hipotálamo

4- O seu medo é uma herança. Como mudar esta condição? 

5- O medo é uma memória, então, como anulá-la?