Lembra-se do artigo anterior, o primeiro da série?  Se não leu ainda, recomendo iniciar por ele.

Falamos lá do mecanismo da formação da memória do medo. Nosso caso, o medo de falar em público.

O sistema nervoso, ao formar o medo, ele tem dois mecanismos ou caminhos. Um é mais curto e a resposta vem mais rapidamente do que o outro.

Neste atalho cerebral, as consequências da resposta mais rápida nem sempre são boas para a pessoa, pois as informações recebidas pelo tálamo não são analisadas com ponderação.  

É um processo um pouco desorganizado e no ímpeto dos estímulos.

Os estudos dizem que os dois caminhos acontecem simultaneamente. A explicação para o primeiro processo/caminho mais curto é simples. O alerta de perigo é ligado no último volume mediante o menor sinal de perigo.

O “não arrisque” é levado muito a ao pé da letra, por assim dizer.  Para que isto aconteça, o tálamo recebe o estímulo dos sentidos e já encaminha para a amigdala e hipotálamo, sem mesmo passar por uma interpretação ou busca de memórias existentes sobre o estímulo.

É um pulo diretamente para ativação do não fale, pois poderá ser constrangedor, poderão me julgar e eu poderei passar por humilhação na frente das pessoas.

Fluxo dos caminhos do medo:

O caminho mais demorado, chamado de caminho alto, resulta em uma análise mais ponderada por que recorre a contextos anteriores, analisa melhor as informações vindas dos sentidos externos e as consequências são diferentes em relação aos estímulos.

No caso do alerta disparado diante de uma plateia, o sistema nervoso poderá analisar, no córtex sensorial, como é difícil, mas não é tão perigoso quanto parece, ponderará sobre perdas, etc e assim informará ao hipocampo que poderá ter mais de uma possibilidade.

De uma resposta única de fugir, típica do caminho baixo, o hipocampo, recorrerá a outras memórias armazenadas em situações semelhantes etc.

Por isto é fundamental você insistir em falar em público. Quando você proporciona experiências ao seu cérebro, mesmo sem o sucesso que gostaria, o seu hipocampo vai armazenando fragmentos de memórias e vai alterando a resposta ao estímulo.

Comigo foi assim quando comecei ainda criança. Tremia, transpirava excessivamente, secava a boca, acelerava os batimentos cardíacos, tinha brancos, voz alterava etc.

Fui muito insistente e somente agora eu entendo o processo e sou muito grato. Eu condicionei o meu cérebro a entender que falar em público não era mais uma ameaça.

Você está disposto a fazer isto por você?  Vamos começar entendo as reações uma por uma. Assim fica melhor para escolher a estratégia adequada para contornar e superar estas ameaças. Quando você se livra delas, a sua vida se transforma.  

Falar bem, que mal tem?

Baixe o E-book gratuito com os 10 passos para falar em público

Até o próximo artigo!

 

 

Leia o artigo anterior da série:

1- Porque sentimos medo?

Leia o próximo artigo da série:

3- Todo caminho me leva a único ponto: Hipotálamo