No artigo anterior falamos dos atalhos e dos riscos de não insistir em falar em público.

Mas afinal, se o atalho leva ao mesmo ponto, por que não posso encurtar o tempo e ir logo a este ponto?  A resposta é simples.

O tempo mais curto não tem muita qualidade na análise das informações externas recebidas pelo tálamo.

É do hipotálamo que partem os impulsos que influenciarão as células nervosas, que regulam os tecidos viscerais, como a musculatura lisa das vísceras e dos vasos, a musculatura cardíaca, todas as glândulas do organismo e ainda os ruins e outros órgãos.

Entende agora a origem de todos aqueles sintomas indesejáveis que temos ao sentir o medo de falar em público? É bom lembrar de que você não pode inibi-los.

Isto por que são produzidos pelo sistema nervoso autônomo, ou seja, não temos influência sobre ele.

Se a análise for feita de forma errada e a informação enviada para o corpo for fugir, que no nosso contexto é não falar em público, o seu corpo se encarregará automaticamente de desencadear tudo o que for necessário para alcançar êxito.

Já tive alunos com diarreia e dificuldade de segurar a vontade de urinar. São casos extremos.

Mas se não é possível controlar as reações depois que o hipotálamo decidiu que é uma ameaça, como poderei superar o medo?  

Essa pergunta eu fiz há alguns anos e depois de muito estudo, leitura, cursos de hipnose, coach e PNL é possível responder que mudamos quando alteramos a percepção das entradas no sistema, ou seja, ressignificando o que parece ser uma ameaça.

Tenho conseguido inúmeros resultados positivos assim. Esta área do cérebro, para lutar ou fugir, ativa os sistemas nervosos simpático e adrenocortical.

É a combinação dos efeitos dos dois sistemas que articula respostas como falar ou não falar em público.

Quando o hipotálamo informa ao sistema nervoso simpático que falar em público é um risco grande, sai de baixo por que as ações são imediatas, como batimentos cardíacos aceleram, os músculos ficam tensos e o estado de alerta é acionado.

Quanto mais você alimenta que a plateia poderá ser um risco, mais rápida e fortemente o seu sistema nervoso simpático encara como um risco iminente e envia impulsos para glândulas e músculos lisos e pede também reforço para a medula adrenal, que envia adrenalina e noroadrenalina para a corrente sanguínea.

Estes hormônios são os que provocam o estresse, que moderado é muito bom, pois nos deixa em estado de alerta. Em excesso é prejudicial.

Os principais efeitos da adrenalina no sangue são: aumento dos batimentos cardíacos, aceleração do fluxo de sangue, ativação do cérebro, aumenta da pressão arterial, aceleração da respiração, dilatação das pupilas, diminui a digestão, redução do nível de glicose e aumento da produção de suor.

A maioria dos sintomas que as pessoas têm ao tentarem falar em público está nesta relação.

Um dos fatores que desencadeia a sua produção é a o medo e aqui propriamente o medo de falar em público.

Agora que já entendemos a fisiologia do medo no nosso organismo, vamos falar nos próximos artigos especificamente de cada um destas reações e como lidar com elas para que falar em público se torne uma jornada prazerosa.

Falar bem, que mal tem?

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Até o próximo artigo!

Leia os artigos anteriores da série:

1- Porque sentimos medo?

2- O atalho nem sempre é um bom caminho

Leia o próximo artigo da série:

4- O seu medo é uma herança. Como mudar esta condição?